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DOENÇA DIVERTICULAR

Por: Dr. Leonardo Maciel em 12/08/2019

DOENÇA DIVERTICULAR

A doença diverticular é o nome geral para uma condição comum, que causa pequenas protuberâncias (bolsas) na parede do intestino grosso (cólon). Embora esses sacos possam se formar em qualquer parte do cólon, eles são mais comuns no cólon sigmóide (parte do intestino grosso mais próximo do reto).
Diverticulose: É a presença de divertículos sem complicações ou problemas associados. Essa condição não exige nenhum tratamento específico. Contudo a presença de divertículos no cólon pode levar a problemas mais sérios, incluindo diverticulite, perfuração (formação de orifícios), estenose (estreitamento do cólon que dificulta a passagem das fezes), fístulas e sangramento.
Diverticulite: É uma condição inflamatória do cólon, que acredita ser causada pela perfuração de uma das bolsas presentes no intestino. Várias complicações secundárias podem resultar de um episódio de diverticulite. Quando isso ocorre, é chamado de diverticulite complicada.

Complicações da diverticulite:
– Formação de abscesso e perfuração do cólon com peritonite: um abscesso é uma bolsa de pus, contida pelo organismo. A peritonite é uma infecção potencialmente fatal que se espalha livremente dentro do abdômen, podendo fazer com que os pacientes fiquem bastante graves.
– Sangramento retal.
– Estenose: formação de um estreitamento do cólon que dificulta, ou mesmo impede a passagem das fezes.
– Fístulas: formação de um trato ou túnel para outro órgão ou a pele. Quando uma fístula se forma, mais comumente conecta o cólon à bexiga. Pode também conectar o cólon à pele, útero, vagina ou outra parte do intestino.

CAUSAS
A teoria mais comumente aceita indica que a diverticulose ocorre devido à pressão elevada no interior cólon. Essa pressão faz com que áreas fracas da parede do cólon se projetem e formem sacos. Uma dieta pobre em fibras e rica em carne vermelha também pode desempenhar um papel na formação dessas bolsas. Atualmente, não é bem compreendido como esses sacos se tornam inflamados e causam a diverticulite.

SINTOMAS
A maioria dos pacientes com diverticulose não apresenta sintomas ou complicações. Pacientes com diverticulite podem apresentar dor abdominal, febre ou terem sangramento retal.

DIAGNÓSTICO
A diverticulose frequentemente não causa sintomas. Pode ser diagnosticado durante exames, como uma colonoscopia ou uma tomografia computadorizada do abdome.
A tomografia computadorizada do abdome pode ser usada para confirmar o diagnóstico de diverticulite.

TRATAMENTO
A maioria das pessoas com diverticulose não apresenta sintomas. No entanto, como medida preventiva, é aconselhável ingerir uma dieta rica em fibras, frutas e legumes, além de diminuir a ingestão de carne vermelha.
Pacientes com diverticulose não precisam excluir sementes de sua dieta! Elas não são as causas de diverticulite.

Figura 01: Pacientes com diverticulose não precisam excluir sementes de sua dieta! Elas não são as causas de diverticulite.

A maioria dos casos de diverticulite pode ser tratada com antibióticos em forma de comprimidos ou por via intravenosa. A diverticulite com um abscesso pode ser tratada com antibióticos, ou com a drenagem por meio de um dreno, posicionado sob orientação radiográfica.
A cirurgia para doença diverticular é indicada para os seguintes casos:
– Uma ruptura no cólon que provoca o vazamento de pus ou fezes na cavidade abdominal, resultando em peritonite, que muitas vezes requer cirurgia de emergência.
– Um abcesso que não pode ser drenado com eficácia por outro método.
– Casos graves que não respondem ao tratamento médico, incluindo antibióticos intravenosos e hospitalização.
– Pacientes com problemas no sistema imune (por exemplo, relacionados a um transplante de órgãos ou quimioterapia).
– Estenose colônica ou fístula.
– História de múltiplas crises de diverticulite.
A cirurgia para doença diverticular geralmente envolve a remoção da parte afetada do cólon. Pode ou não envolver a confecção de uma colostomia ou ileostomia (intestino exteriorizado através da parede abdominal para saída das fezes). Uma decisão sobre o tipo de operação é tomada caso a caso.

Dr. Leonardo Maciel

Postado por: Dr. Leonardo Maciel, publicado em: 12/08/2019

Médico com residência médica em Cirurgia Geral, Coloproctologia e Endoscopia Digestiva. Mestre e Doutor em Cirurgia. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

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