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DISBIOSE INTESTINAL

Por: Dr. Leonardo Maciel em 20/07/2020

DISBIOSE INTESTINAL

Especial atenção tem sido dada ao ambiente intestinal e sua flora no desenvolvimento de várias doenças, e na capacidade de absorção dos nutrientes e vitaminas.

O desequilíbrio da flora bacteriana intestinal é conhecido como disbiose intestinal. A coleção de bactérias que habitam o trato gastrointestinal é denominada microbiota intestinal (MI). A MI se refere ao número total de micróbios que habitam o intestino, o microbioma compreende a composição genética completa da microbiota. Alterações quantitativas e qualitativas da MI recebem o termo disbiose. Essa interação microbiana do hospedeiro alterada pode contribuir para um estado de doença que resulta na inflamação. Ainda são poucos os estudos que traçam correlação entre a disbiose intestinal e o surgimento de doenças. No entanto, o conhecimento da disbiose como fator de importância no mecanismo de doenças no âmbito neurológico, oncológico, reumatológico e outras, vem se tornando promissor.

A divisão da MI atualmente é sugerida em três grupos: o grupo de benefícios à saúde (Bacteirodetes), o grupo oportunista (Firmicutes) e as bactérias do gênero Lactobacillus e Bifidobacterium. A dieta é a principal determinante da composição microbiana do intestino e compõe as interações entre o hospedeiro e a microbiota ao longo da vida. Dietas ricas em frutas, vegetais e fibras promovem a diversidade bacteriana do intestino e enriquecem o gênero Bacteirodetes. Essas dietas reduzem os níveis de Firmicutes diminuindo a inflamação intestinal em geral. Assim, quando a relação Bacteirodetes / Firmicutes é baixa (frituras, alimentos com alto teor de sal, dieta rica em gordura animal e carne vermelha) haverá maior ativação desse fator pró-inflamatório.

Desse modo, disbiose pode resultar das modificações das comunidades comensais residentes por fatores exógenos (p. ex. p estresse e a dieta gordurosa) ou endógenos (p. ex. a genética). Uma microbiota disbiótica prejudica o microambiente intestinal supressor, favorecendo a inflamação, e possivelmente favorecendo o surgimento de doenças.

Atualmente o melhor a se fazer é assumir uma alimentação saudável, por meio de uma dieta rica em fibras, frutas e vegetais, evitando alimentos com excesso de açúcar, refinados e industrializados. Estudos futuros trarão resultados promissores para tratamentos de diferentes doenças.

Dr. Leonardo Maciel

Postado por: Dr. Leonardo Maciel, publicado em: 20/07/2020

Médico com residência médica em Cirurgia Geral, Coloproctologia e Endoscopia Digestiva. Mestre e Doutor em Cirurgia. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

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