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DICAS PARA QUEM USA BOLSAS DE COLOSTOMIA

Por: Dr. Leonardo Maciel em 15/05/2021

Dicas para quem usa bolsas de colostomia

Frequentemente, os pacientes que começam a usar a bolsa de colostomia experimentam uma sensação desconfortável com a possibilidade de a bolsa se soltar. Isso se deve, sobretudo, à falta de experiência no seu correto posicionamento. Portanto, é imprescindível saber a forma adequada de acomodação da bolsa para evitar uma situação desagradável e ter uma melhor a qualidade de vida.
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A primeira questão é adquirir a bolsa adequada para o tipo de ostomia e formato abdome. Há vários modelos disponíveis, com diferentes indicações. No momento da aquisição, você também deve ter as informações sobre o tamanho adequado da bolsa e da abertura da barreira cutânea. Esteja ciente de que uma abertura muito pequena pode cortar ou ferir o estoma (que é o orifício pelo qual o intestino se conecta com o exterior do corpo) e isso pode causar inflamação. Se a abertura for muito grande, as fezes podem entrar em contato com a pele e irritá-la. Em ambos os casos, substitua a bolsa ou a placa por uma que se ajuste bem a você̂. ⠀
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A utilização de cintas também pode ajudar na firmeza da bolsa. As cintas de colostomia são faixas elásticas transversais, fixadas a uma peça rígida e não destacável através da qual é feito um orifício que deve corresponder ao tamanho e altura do seu estoma. Proporcionam maior segurança antes do movimento permitindo a realização de atividades como ciclismo, atletismo ou natação normalmente. ⠀
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Por fim, aprenda a limpar bem seu estoma. Cuidar da pele é fundamental, pois as bolsas utilizam um adesivo especial de longa duração. Lembre-se de sempre hidratar a pele com cremes após lavar a área cuidadosamente com água e sabão neutro para evitar a formação de crostas e lesões. ⠀

Dr. Leonardo Maciel

Postado por: Dr. Leonardo Maciel, publicado em: 15/05/2021

Médico com residência médica em Cirurgia Geral, Coloproctologia e Endoscopia Digestiva. Mestre e Doutor em Cirurgia. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.