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ABSCESSO E FÍSTULAS ANORRETAIS

Por: Dr. Leonardo Maciel em 11/08/2020

ABSCESSO E FÍSTULAS ANORRETAIS

Um abscesso anal é uma cavidade infectada, cheia de pus localizada junto ao ânus ou reto.
Uma fístula anal é um pequeno túnel que vai de uma abertura dentro do canal anal até uma abertura externa na pele próxima ao ânus. Uma fístula anal geralmente resulta de um abscesso anal anterior ou presente no momento do diagnóstico da fístula. Até 50% das pessoas com abscesso têm fístula. No entanto, uma fístula também pode ocorrer sem a formação de um abcesso.

CAUSAS

Pequenas glândulas dentro do ânus fazem parte da anatomia normal. Se essas glândulas ficarem obstruídas, isso pode resultar em uma infecção. Quando a infecção é grave, isso geralmente leva a formação de um abcesso. Bactérias, fezes ou corpos estranhos também podem entupir as glândulas anais e causar a formação de um abcesso. Doença de Crohn, câncer, trauma e radiação podem aumentar o risco de infecções e fístulas.

SINTOMAS

Um paciente com um abscesso pode apresentar dor, vermelhidão ou inchaço na área ao redor do ânus ou do canal anal. Outros sinais comuns incluem sentir-se doente ou cansado, apresentar febre e calafrios.
Pacientes com fístulas apresentam sintomas semelhantes, bem como a drenagem de secreção purulenta em uma abertura próxima ao ânus. Uma fístula é suspeita se esses sintomas tendem a continuar voltando na mesma área a cada poucas semanas.

DIAGNÓSTICO

A maioria dos abscessos ou fístulas anais é diagnosticada por meio do exame coloproctológico. Ocasionalmente, exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética podem ajudar no diagnóstico e no tratamento de abscessos mais profundos, e bem como visualizar o trajeto da fístula.

TRATAMENTO

O tratamento de um abcesso é a drenagem cirúrgica na maioria das circunstâncias. É importante que o seu cirurgião esteja muito familiarizado com o tratamento de abscessos e fístulas.
Cirurgiões colorretais (coloproctologistas) são especialistas nesta área. Para a maioria dos pacientes, um abscesso pode ser drenado cirurgicamente por meio de um procedimento simples. Uma incisão é feita na pele perto do ânus para drenar a infecção. Alguns pacientes com doença mais grave podem necessitar de múltiplas cirurgias para cuidar do problema. Pacientes que tendem a ter infecções mais graves devido a diabetes ou problemas de imunidade podem precisar ser hospitalizados.

A cirurgia também é quase sempre necessária para tratar uma fístula anal. Em muitos pacientes, se a fístula não for muito profunda, uma fistulotomia é realizada. Durante esta cirurgia, o trajeto da fístula será aberto para permitir a cicatrização de baixo para cima. A cirurgia pode exigir a divisão de uma pequena porção do músculo esfincteriano. Uma grande quantidade de músculo esfincteriano não deve ser dividida, pois isso pode levar a problemas de controle intestinal (incontinência fecal). Se o trajeto da fístula envolver uma grande porção do músculo esfincteriano, outras cirurgias mais complexas são realizadas para tratar a fístula sem prejudicar o músculo esfincteriano. Casos mais difíceis podem exigir múltiplas cirurgias.

Antibióticos por si só não são eficazes no tratamento de abscessos ou fístulas. Antibióticos podem ser necessários além da cirurgia, se um paciente tiver problemas de imunidade, condições específicas da válvula cardíaca ou celulite disseminada (uma infecção bacteriana da pele e tecidos sob a pele). Fornecer ao seu médico um histórico médico preciso, e passar por um exame físico são etapas importantes para decidir se os antibióticos são necessários.

PROGNÓSTICO PÓS-TRATAMENTO

Seu cirurgião irá aconselhá-lo sobre cuidados pós-cirúrgicos adequados. Infelizmente, apesar do tratamento adequado e da cura completa, um abscesso ou uma fístula pode voltar. Se um abscesso voltar, isso sugere que talvez haja uma fístula que precise ser tratada. Se uma fístula voltar, uma cirurgia adicional provavelmente será necessária para tratar o problema.

Dr. Leonardo Maciel

Postado por: Dr. Leonardo Maciel, publicado em: 11/08/2020

Médico com residência médica em Cirurgia Geral, Coloproctologia e Endoscopia Digestiva. Mestre e Doutor em Cirurgia. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

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